INICIO DO LIVRO BAÍA DOS HOLANDES DRAMA INICIAL

livrobaiadosholandeses












ESCRITOR JOILSON DE ASSIS




ÍNDICE AO LADO DIREITO DA TELA



ATENÇÃO!

Para aumentar as letras deste livro basta segurar a tecla ( CTRL )do seu computador e mexer com o rotor( botão rotativo ) de seu mause e todo o texto se ampliará. experimente ! As letras ficarão do tamanho que você desejar.







A HISTÓRIA DE
VAN SOARES DE GOA HOPPER














Capitão Adrian - Não sabemos o que está havendo, mas não vamos permitir este domínio. Temos que retirar os nossos pertences do forte. Vamos, vamos tragam o canhão!

Van Soares- Senhor eles não tomaram posse totalmente do forte, mas possuem um grande número de nativos com eles. São muitos senhor!

Capitão Adrian- Tá com medo Van Soares? Eu morrerei se for preciso, mas tirarei os meus pertences enterrados no forte. Vamos, vamos.

Enquanto o Capitão Adrian e sua tropa avançam rumo a fortaleza de Santa Catarina uma multidão armada constituída na sua maioria de Índios Tabajaras com alguns oficiais Portugueses saiu ao seu encontro dispostos a lutarem. Possivelmente esta tropa lusitana tenha vindo da cidade de nossa Senhora das neves do forte templo de Santo Antônio assim que souberam da rendição dos holandeses em Recife. Mas o Capitão tinha todos os seus pertences enterrados em uma sala do forte e não iria abrir mão de levá-lo consigo.


Van Soares - Senhor são muitos.

Cap. Adrian - Atirem neles com o canhão, atirem agora.

Van Soares - Preparem o canhão e fogo!

A Turba armada de foices e armas de fogo se aproxima tendo a frente um lusitano como líder. A Tropa Holandesa prepara o canhão enquanto as duas tropas se analisam e vagarosamente se aproximam.

Van Soares- Eu disse atirem agora!

Mas enquanto os soldados acertam a mira o que assusta a tropa adversária o fogo que é colocado na cavidade superior e traseira do canhão não fazia com que todo o canhão explodisse. O Fogo era colocado, mas o fogo saia pela culatra sem disparar toda a pólvora existente no interior de todo canhão. Porém mesmo com este problema o tamanho e a possibilidade dele ser acionado mantinham a macha do inimigo lusitano vagarosa e cuidadosa. Do lado sul da rua da antiga igreja estava os Holandeses com seu enorme canhão e vindo do lado norte os lusitanos dispostos a defender o forte abandonado.

Van Soares- Eu disse fogo na culatra, fogo, agora enquanto estão longe.


Enquanto o imediato do Capitão Adrian gritava com os soldados embaraçados com o canhão o seu grande amor,a índia Potiguara a qual ele chamava de Mercien chegou alvoroçada segurando em seu braço direito o chamando à fugir daquele confronto.

Ele não sabia falar direito a sua língua tupy, mas entendia perfeitamente o que ela queria. Ela estava em pânico e queria que ele desertasse evitando aquele confronto, pois a guerra estava perdida.

Van Soares - Não vou Mercien. Eu não sou covarde, não vou abandonar o meu capitão.

Mercien - Vamos, vamos, está perdida a guerra, perdida, vamos!

A índia insistia para que Van Soares abandonasse aquele confronto e quase em desespero puxava seu braço na frente de todos. A tensão aumentava, os lusitanos confiantes se aproximam com a moral de vencedores como se declarassem abertamente que não tinham medo.

Van Soares - Saia daqui Mercien, vá embora por favor.

Mercien - Vamos, vamos tá perdida a guerra, tá perdida.

Van Soares - Vá embora, por favor, depois nós nos encontramos. Aqui é perigoso, muito perigoso vá agora, não atrapalhe.

Agarrada ao braço de seu soldado branco que tanto amava a índia Mercien chorava e as lagrimas caiam em sua linda boca morena querendo salvar o seu amor estrangeiro.

Cap. Adrian- Van mande esta nativa ir embora e preparem para o confronto.

Van Soares - Preparem as armas para o confronto!

As armas foram apontada enquanto alguns soldados ainda tentavam fazer o canhão disparar sob o grito de Van Soares que insistia no uso do canhão até para igualar as forças, que para os Holandeses, estava muito desigual. A munição não era suficiente para derrubar nem um quarto daquela turba e insistir no combate era algo quase suicida. Apesar da tensão ninguém ainda tinha disparado nenhum tiro com a turba que vinha da direção norte para o sul. Os olhares se cruzam e o capitão ordena a retirada da índia Mercien, mas ela se agarra ao seu amor desesperadamente.

Mercien - Não, não. Vamos Van, vamos comigo essa guerra não é sua.

Van Soares- Eu não sou covarde, não deixarei o meu capitão.

Os combatentes se preparam e no ar já começava ter um cheiro de morte. A turba raivosa se aproxima a uma distância perigos e Van já não ouve mais os desesperados chamados de sua amada índia. O Líder Lusitano a frente dos Tabajaras e caboclos que trazia puxou a sua arma de cintura e apontou em direção aos Holandeses e dá o primeiro tiro.

O som daquele tiro parecia o eco do inferno é repentinamente a índia Mercien caiu segurando o braço de Van Soares enquanto os tiros estouram de ambos os lados. Em meio a fumaça de pólvora Van Soares socorre a sua amada que definha.

Van Soares - Mercien por favor, Mercien, Mercien por amor de Deus fale comigo.

Com seus olhos pretos Mercien olha profundamente para o seu amado branco, o homem que mais amara em toda sua vida. Como se quisesse guardar a última imagem da vida, Mercien gravava cada expressão enquanto Van Soares chorava profundamente agarrado ao seu corpo pequenino e delicado de nativa.

Van Soares- Mercien fale comigo por favor Mercien!

Mercien- Van Soares de Goa Hopper eu ... eu ... te ... amo muito meu amor.

Van Soares - Mercien não, não Mercien meu Deus!

Mercien a índia amada morre nos braços de seu grande amor e como se quisesse permanecer o observando manteve os olhos abertos mesmo depois do último suspiro.

Enquanto o desesperado Van Soares de Goa segura o corpo de sua amada em lágrimas as duas turmas se enfrentam a distância com tiros como se os dois grupos estivessem em uma espécie de observação respeitosa.

Van Soares de Goa - Mercien!!!!!!!!


O grito de Van Soares ecoou mais alto do que os tiros que estavam sendo disparados, a mata, os bichos e as pedras ouviram o som do desespero que assustou até os irados combatentes. Van Soares repousa delicadamente o corpo de sua amada índia cor de canela da índia e puxa sua espada e um punhal que recebera de seu pai e em uma loucura repentina levanta-se e parte em direção ao oficial lusitano cego a tudo e a todos em um ato de plena insanidade. Suas pernas parecem correr sem preocupar se haveria vida depois daquela maratona. Seus amigos sem saber o que deveriam fazer o acompanharam atirando e recebendo a devida resposta por parte dos Lusitanos. A Ira de Van Soares parecia ter contaminado a todos e todos os Holandeses acompanhados por índios Potiguaras avançam sobre a grande turba em sua frente, mesmo esta sendo três vezes superior em número. Desesperados os Holandeses correm em busca do inimigo como se quisessem vingar a vida da belíssima Mercien, em seus semblantes havia ódio e sede de vingança.

Os Lusitanos ficaram até admirados com tal atitude, repentina e espontânea. Tendo a frente Van Soares de Goa os soldados Holandeses correm como se estivessem em uma maratona da morte e o medo da morte não mais havia. Soldados cruzam a frente do oficial Lusitano mais a espada e o punhal de Van Soares Goa abre caminho de sangue e carne. Ele queria o assassino de seu amor mesmo que fosse preciso morrer. Van Soares derruba um, dois e enfrente ao lusitano recebe um tiro do qual só sente o calor e o cheiro de pólvora no ar que não o impede de saltar literalmente sobre aquele homem e com o seu punhal o fere dezenas de vezes mesmo depois dele mais não demonstrar nenhuma condição de vida. Enquanto o desesperado Van Soares desfere golpes os soldados Holandeses lutam no meio da multidão de nativos Tabajaras. O vingador Holandês permanece sobre o corpo do oficial Português enquanto a sua vista vai escurecendo, escurecendo...

Um grupo de aproximadamente doze soldados Holandeses correm no meio a mata próximo a Praia do Jacaré buscando barcos para atravessarem o rio Sanhauá em direção ao forte velho donde eles poderiam se dirigirem a Baía da traição aonde a multidão de nativos Potiguaras os protegeriam. Eles carregavam um oficial sobre uma maca improvisada com paus e cipós. Soldados corram, vamos eles estão vindo atrás de nós. Vamos, Vamos!
O desespero era grande e os homens se atolavam no mangue, mas não soltavam o seu oficial ferido que era Van Soares.

Com seu ombro ferido o oficial Holandês vai acordando mediante as batidas dos galhos de mato por onde os soldados passavam em sua corrida desesperada


Soldados - Vamos corram por suas vidas.


Van Soares - O que foi que aconteceu?


Soldados - Você é um herói matou o capitão português na frente de sua tropa, mas você foi ferido no ombro e o Capitão Adrian morreu no combate. Perdemos a batalha Van mais você um bravo oficial. Não se mexa muito!

Van Soares - Cadê Mercien meu grande amor?


Soldados - Morreu nos seus braços e não tivemos tempo de recolhermos o seu corpo.


Van Soares - Eu também morri falta apenas o meu corpo. A minha alma não mais existe ela morreu com Mercien.



Enquanto os soldados carregavam a maca com Van Soares de Goa, ele imaginava o que vivera desde o dia que saiu de Amsterdã rumo às terras dominadas... a grandew gloria da sua chegada naquela região aonde todos saudavam os navios ...





















Esta música é pra você Mercien eu te amo muito!

Ah, que saudade !





" O AMOR É COMO OXIGÊNIO SÓ PERCEBEMOS A SUA FORÇA QUANDO ELE NOS FALTA POR ALGUNS INSTANTES " ESCRITOR JOILSON DE ASSIS


"Quem disse que só as coisas ruins nos fazem sofrer , as lembranças de coisas boas também nos fazem sofrer e chorar com grande dor " Joilson de Assis

"Se o amor é coisa de idiota só os idiotas tem a possibilidade de serem felizes" Joilson de Assis



















"O adeus REUNE EM UMA SÓ DOSE TODAS AS DORES. QUEM O SUPORTARÁ" ? JOILSON DE ASSIS

"NÃO SOMENTE AS MÁS LEMBRANÇAS NOS FAZEM SOFRER, AS BOAS AS VEZES SÃO PIORES E MAIS FORTE ." JOILSON DE ASSIS
" SEM AMOR NÃO EXISTE VIDA SÓ UM TENRA EXISTÊNCIA " JOILSON DE ASSIS

" Quando amamos alguem plantamos o plantamos em nossos corações, e como um arvore de profundas raizes esta pessoa amada se enraiza profundamente dentro de nós. Mas quando o tempo e a existência resolve arrancar esta pessoa de nosso coração doe muito e junto com suas raizes vai um pedaço dolorido de nós e ainda tem aquelas raizes profundas que sempre tora dentro da gente nos incomodando por muito tempo." Joilson de Assis


" passamos algum tempo para acreditarmos em um adeus e depois que acreditamos passamos uma grande porção de tempo para nos recuperarmos dele. " Joilson de Assis










obs.: USE O ÍNDICE AO LADO DIREITO DE SEU COMPUTADOR













livrobaiadosholandeses
baiadosholandeses
historia dos holandeses
historiadobrasil
BrasilHolandes
invasãoholandesa
historiadaparaiba
joilsondeassis
escritorjoilsondeassis

Nenhum comentário:

Postar um comentário